terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Bullying e rejeição na minha infância

Recentemente lendo o texto de uma amiga sobre acontecimentos ocorridos na infância dela, fui imediatamente remetida à minha.

Atualmente lido muito bem com a minha deficiência, em todos os sentidos. Diga-se de passagem, essa expressão “deficiência”, ou as correlatas, em nada me incomodam. Tem que as ache pejorativas, mas como sou do tempo em que não se falava em “portadores de necessidades especiais” ou outras invencionices, isso não representa um problema pra mim.

Mas nem sempre fui assim. Como sabemos, crianças são bastante sinceras e, porque não dizer, maldosas também. Aquelas que são diferentes das outras são inevitavelmente marginalizadas, desprezadas. Esse foi exatamente o meu caso.

Lembro que quando tinha por volta de uns 8 anos, estudava em um colégio pequeno, onde eu fui pega para Cristo. Estudava em uma turma também pequena, eram 5 meninas e uns 10 meninos. A diversão deles no recreio era correr atrás da manquinha, ou da Medusa, como um deles resolveu me apelidar.

Aliás, esse menino, cujos nome e rosto até hoje não esqueço, e que era o líder da turma, ficou por muito tempo me perseguindo. Não necessariamente na prática, mas sonhava com ele e tinha medo de vê-lo em qualquer lugar em que estivesse. Felizmente nunca o vi fora do colégio.

O pior de tudo é que o sujeito no início do ano, quando nos conhecemos, era uma graça, todo educado e simpático, vivia conversando comigo e me dando presentinhos. Aí, algo fez com que ele se transformasse naquele pequeno monstro que passou a me aterrorizar diariamente.

Era humilhada na frente de todo mundo, e parecia que ninguém tinha compaixão. Até hoje não entendo como aquilo acontecia num colégio pequeno sem que professores/orientadores vissem e repreendessem o líder e os que se juntaram a ele.

Não tinha perdão, nada que eu fazia ou dizia passava em branco. Toda e qualquer palavra que saísse da minha boca era motivo para piadinhas de gosto duvidoso.

Aprendi a conviver com isso em silêncio. Talvez nem tanto silêncio assim, pois nessa ocasião já fazia terapia - logicamente não por decisão minha, assim como não tinha discernimento para entender do que se tratava – e certamente foi algo fundamental para mim.

Esse drama durou alguns anos e foi uma experiência traumatizante. Prova disso, é que não me lembro de praticamente nada agradável ocorrido nesse tempo, mas não esqueço os momentos desagradáveis. Hoje superei e acho que lido bem com a lembrança, mas não gostaria de um dia ver esse sujeito na minha frente.

Mudei de colégio aos 10 anos, por diversos motivos, e passei a estudar num bem grande e onde finalmente passei a me sentir melhor por não ser tão sacaneada. Mas isso não significou o fim da rejeição.

Comecei a ter aulas de educação física, o que se tornou um verdadeiro trauma para mim. Eram freqüentes os jogos de vôlei e queimado, mas logicamente eu ficava sempre na reserva. Ou quando raramente jogava, me sentia invisível. Ninguém me passava uma bola, implicavam com o meu andar e ouvi uma frase que me deixou muito triste e demorou algum tempo para ser processada: “você vai jogar mesmo andando assim?”. Eu na época, ainda muito submissa e sem atitude, disse algo como “é, melhor eu não jogar né? Também lembro até hoje o nome dessa menina.

Outra situação que passou a ser freqüente eram as festinhas de aniversário. Sempre tinha alguma pra ir. E na ocasião, com uns 11, 12 anos, é quando os meninos estavam começando a paquerar as meninas, chamá-las pra dançar e tentar conquistá-las. Eu virei o patinho feio, não era nunca a escolhida e ficava lá sentada olhando, fingindo que estava tudo bem. Nessa época, sofria uma espécie de bullying velado (se é que isso existe), pois sabia que comentavam sobre mim, sempre de forma pejorativa. Tinha a sensação de que de nada adiantava ir sempre arrumadinha, cheirosinha e bonitinha. Só minhas amigas me elogiavam, enquanto elas eram elogiadas pelos meninos.

Passei toda minha infância e adolescência morando num prédio grande, cheio de crianças e onde tinha piscina e playground, ambientes que eu freqüentava com assiduidade. Acho que era minha válvula de escape dessas situações vividas nos colégios, pois ali ninguém me rejeitava, eu conseguia ser eu. Claro que tinha minhas limitações, não conseguia pular corda e nem elástico muito bem, nas brincadeiras que exigiam muito esforço físico sempre era prejudicada, mas nunca fui feita de vítima talvez por ter minha irmã, mãe e várias outras, e algumas queridas sempre por perto.

Não falo isso hoje para que tenham pena, aliás, algo que não suporto. Mas sim porque tenho orgulho de mim, de ter vencido quase que completamente o problema (dizer que não ligo a mínima seria mentiroso da minha parte), e que hoje minha auto estima é outra. Consigo conviver com os olhares e comentários alheios sem me incomodar. Mas se disseram algo como “coitada, que pena”, eu fico bastante incomodada. Sou independente, e não foi á toa que conquistei isso, então não me acho digna de pena, muito pelo contrário.

Agradeço acima de tudo aos meus pais que me trataram sempre como se eu fosse “normal”, mas com o bom senso de me mostrar que eu sempre tive e sempre terei uma característica única com a qual tive que aprender a conviver.

Minha irmã também tem grande parte nesse processo. Sempre me viu como uma pessoa igual às outras e apesar de eventualmente ter um cuidado exagerado comigo (hoje em dia bem menos do que na nossa adolescência), nunca me tratou como alguém com um problema.

Sem pieguice, é com alegria que hoje me considero uma pessoa que inspira orgulho, sem falsa modéstia. .

Todos esses acontecimentos me levam a pensar em outra questão, mas que como não é da minha competência, não vou desenvolver, mas deixo como reflexão. Será que crianças podem ser pessoas do mal ou essas atitudes eram somente diversão? E será que crianças já nascem más ou desenvolvem isso com o tempo, em função das influências externas?

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E para descontrair um pouco:

Personalidades da semana: Letícia Birkheuer, Betty Lago, Francisco Dornelles, Oswaldo Montenegro (não agüento mais ver esse barba branca), João Havelange, Ciro Gomes e Patrícia Pillar (linda de morrer).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Homenagem

Ontem foi um dia especial para mim. Minha irmã fez aniversário, e foi um dos poucos em que não pude estar com ela depois de tantos anos.


Queria ter escrito algo antes da data, mas não consegui e como vi que ainda demoraria alguns dias para fazer isso, acabei lembrando de um texto escrito 5 anos atrás e resolvi resgatá-lo.

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HOMENAGEM

Há exatamente vinte e nove anos minha vida mudou. Eu que era uma criança de dois anos jamais imaginaria que aquela criaturinha recém saída da barriga da minha mãe se tornaria uma das pessoas mais importantes para mim.

Acho que o fato de não ter sentido ciúmes dela, algo muito comum nessas situações, foi o primeiro indício de que aquela seria uma ótima relação entre duas irmãs. Desde sempre foi um privilégio poder conviver com alguém tão especial.

Não é com qualquer um que se troca discretos olhares, suficientes para saber o que a outra está pensando ou sentindo. A sintonia é total e percebida por todos e só quem tem o privilégio de ter um irmão ou irmã pode entender a importância de uma relação como essa.

Fico indignada ao ver irmãos brigando, é algo que me entristece e não entra na minha cabeça. Lógico que não escolhemos a família onde vamos nascer, mas o amor por pais e irmãos é algo que me parece ser inerente ao ser humano e, justamente por isso, quando não acontece me assusta um pouco. Claro que infelizmente há algumas exceções.

Eu não escolhi minha irmã, mas sou eternamente grata por ter tido a imensa sorte de tê-la na minha vida.

Lembro que sempre a provocava dizendo que ela havia sido encontrada num cestinho na porta de casa, bobeira na qual ela acreditou por longos anos, mesmo tendo visto fotos da minha mãe grávida, dela recém nascida, de cartões comemorando a chegada dela. Como me diverti às custas disso !

E ela continua me divertindo até hoje. É a única pessoa que conheço que é capaz de ver um filme super bobo e rir, mas rir tanto e de forma tão engraçada que te dá vontade de rir também. Isso é especial.

Memórias da nossa infância são inúmeras. Teve uma vez em que ela toda fofa resolveu deixar eu brincar de cabeleireiro e estragar o cabelinho loiro dela de tal maneira que a única solução foi cortar “Joãozinho”. Jamais reclamou ou brigou comigo por causa disso. Noutra ocasião me ajudou a “assaltar” a casa de uma amiguinha do prédio e depois me defender quando vieram me acusar.

Nossas peripécias infantis são tantas e tão divertidas que seríamos capazes de entreter platéias por horas com nossas lembranças.

Fofocas, segredos, confissões, decepções, discussões, muita risada. Quanta coisa eu ganhei com a chegada dessa menina!!!!

Como se não bastasse ser uma irmã perfeita, é uma filha dedicada, uma namorada irrepreensível, uma profissional excelente, uma grande amiga e querida por todo mundo. Vai ter fã assim lá no Orkut !!! Algo que, aliás, a boba não teve paciência de aturar e pediu para que a tirasse de lá. Pena, teria testemunhos lindos de muita gente que a adora. A prova disso foi ver no último final de semana um salão cheio de pessoas que a amam e estavam lá pelo simples prazer de estarem ao seu lado.

Vou ter sempre saudade das nossas andanças de sábado pelas ruas de São Paulo, tardes em casa fazendo deveres de casa e passando trotes, férias passadas na piscina do prédio, brigas, unhadas e pontapés que renderam muito mais do que dores. Lembranças deliciosas.

Mas tenho que me conformar que o tempo passa, a vida muda e muitas das coisas que fizemos num passado não tão distante assim, hoje são apenas lembranças que dão lugar a novas e interessantes descobertas, pessoas e lugares.

Sei que um dia ela vai sair de casa e deixar muitas saudades, mas pra onde quer que ela vá, seja pra outro continente ou pra outro bairro, vai ter sempre uma pessoa pensando e torcendo pela felicidade dela.

Que Deus me permita poder conviver com ela por infinitos anos.

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Foi bastante curioso ler esse texto 5 anos depois. Algumas coisas mudaram nesse meio tempo.

Ela se mudou relativamente pouco tempo depois dessa data. Três anos atrás eu também fui morar sozinha. Tais mudanças fizeram com que nos distanciássemos um pouco, mas pouco mesmo. Nada que tenha alterado nosso relacionamento, apenas nossa convivência passou a ser menos freqüente.

Mas há 5 meses houve uma mudança bem mais radical. Vim morar a quase 500 km de distância dela. Nos falamos diariamente, mas nos vemos muito pouco. E numa dessas vezes, três semanas atrás, ela veio me visitar e passar 3 dias comigo. Foi um dos feriados mais felizes dos últimos tempos. Pudemos reviver várias dessas situações das quais sinto eterna falta e comprovar absolutamente tudo isso que continuo sentindo e pensando sobre ela.

E talvez tenha sido a despedida que mais me fez chorar em toda vida, curiosamente mais do que no dia em que me mudei para cá.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Final de semana fashion – parte 2 – Ou “O dia em que vi a Mariah”

Não tinha muita idéia do que vinha pela frente, e como não tinha grandes expectativas, tudo seria uma surpresa. Mas como todo início de show inevitavelmente é empolgante, as luzes se apagando, o palco se iluminando, o público se manifestando, achei legal.



Quem entrou no palco como mestre de cerimônias foi a Fernanda Lima. É uma pessoa indiferente para mim, mas dei o braço a torcer, ela estava ótima no palco, bonita, simpática, e fez muito bem a parte dela. E logicamente usou 3 vestidos lindos ao longo da apresentação.



O primeiro a se apresentar foi o Diddy, que era P. Diddy, mas que também, já foi Puff Dady, ou algo que o valha (vai ver que o sujeito tem crise de identidade).


Não gosto de rap, portanto achei o show um porre, mas felizmente foi curto, assim como todos os outros. Ninguém tocou mais do que 4 músicas.


Na 3ª música entravam os modelos desfilando um nome/grife. Nesse caso foi Versace. Ficam pouco tempo, se não me engano durante apenas uma música, e somem. Não foi um desfile que tenha me chamado atenção. Aliás, poucos chamaram. Acho que os momentos musicais foram muito mais atraentes do que os momentos fashion.



Fiquei sabendo que todas as coleções apresentadas são de temporadas passadas, nada havia de novidade. Por um lado, acho que isso foi válido, já que num lugar daquelas proporções mal conseguia ser ver as roupas. Um erro grave foi filmarem muito pouco os looks e muito mais os artistas no palco. Tanto que só no dia seguinte fiquei sabendo que modelos conhecidas como Raica, Isabelli Fontana e Ana Claudia MIchels desfilaram.



O ritmo da apresentação era bem rápido, assim que acabava um show/desfile, a Fernanda Lima entrava, fazia uns comentários, às vezes apresentava um vídeo, normalmente sobre o Rio ou sobre o festival ao redor do mundo.



Começou a segunda apresentação, a única pela qual eu tinha algum interesse, pois tratava-se do Alexandre Hercovitch, cujas criações eu curto bastante, e de uma banda chamada Stop Play Moon, da qual já ouvi falar bem diversas vezes, mas que nunca tinha escutado. Gostei muito, tanto da banda, quanto do desfile e da combinação. Na minha opinião, a mais legal da noite. No final da apresentação, como de praxe, o estilista é apresentado e entra rapidinho no palco para agradecer. No caso do Hercovitch, foi uma aparição relâmpago, dizem que o cara é super tímido. Depois fiquei sabendo que a banda substituiu o Lulu Santos. Pena, teria sido legal.



Mais uma vez a Fernanda Lima entra e apresenta a próxima atração. André Lima e Ja Rule com Wanessa Camargo (que parece não querer mais usar o sobrenome). Olha, eu tinha uma puta implicância com essa menina, mas ela me surpreendeu. Claro que não compraria um cd dela ou iria a um show, até mesmo porque não conheço sequer uma música dele, mas a menina cantou uma música bem razoável, a voz dela deu uma mudada considerável e a evolução dela é visível. Cantou uma música com o sujeito, depois cantou sozinha e não lembro se ele também cantou sozinho. O desfile não me chamou atenção.



Depois de mais uma aparição da Fernanda Lima (dessa vez já com outro vestido, lindo por sinal), entrou no palco uma tal de Ciara, da qual nunca tinha ouvido falar. Cantou rap, ou algo que o valha e foi um show que não me disse absolutamente nada. Mas nesse caso, o desfile que foi do Givenchy, de longe me pareceu bacana, mas só no dia seguinte lendo a respeito é que pude ver que realmente estava bonito.



Nova aparição da Fernanda Lima, e em seguida entrou outra cantora que para mim poderia ser a tal Ciara ali de cima (até mesmo pelo tipo de música), mas era a Estelle, que também era uma completa desconhecida pra mim. O diferencial foi que antes dela entrar, rolou um show de percussão bem bacana, com o Afro Lata. O desfile era da Lenny, que faz moda praia. De modo que foi uma profusão de maiôs na passarela. Achei bem bacana, e desconfiei ter visto a Isabelli Fontana no desfile, o que depois confirmei.



O show seguinte foi um dos que eu tinha interesse em ver, Grace Jones. A mulher é fenomenal. Não conheço nada dela, mas as músicas são interessantes, e ela tem, além de um corpão pra uma mulher de 60 anos, presença de palco. Foi legal e acho que a combinação com o desfile do Marc Jacobs foi ótima. E ele foi um estilista que não estava presente, mandou um representante brasileiro do qual nunca ouvi falar.



O espetáculo estava começando a chegar ao fim, e a platéia foi ficando histérica por causa da Mariah. Mas ainda não era a vez dela. Mais uma vez foi apresentada outra atração, uma das mais aplaudidas da noite (e uma das poucas que eu conhecia), Daniela Mercury. O show foi animadíssimo, colorido e finalmente ouvi uma música conhecida, algo que até então não tinha acontecido. Quem desfilou sua coleção foi o Lino Villaventura, que não me diz absolutamente nada, mas cujo resultado achei legal.



Depois da mestre de cerimônias cujo nome não agüento mais escrever, aparecer de novo com outro vestido, eis que para alegria de grande parte dos presentes e pra minha infelicidade, ela anuncia a Mariah Carey. Putz, que show chato! A fulana tem uma voz irritante, canta músicas chatas, estava com uma roupa horrível e que de tão justo mal permitia que ela se mexesse (algo bem irônico se levarmos em conta que era um evento de moda), e o pior de tudo, simplesmente deu a mancada de apresentar o estilista, assim como todos os artistas fizeram. Foi bem desagradável, mas infelizmente ela não chegou a ser vaiada. O desfile da Calvin Klein foi bem bonito, porém tinha muita roupa preta, o que eu achei ruim, pois não teve um contraste com o visual da Mariah, da mesma cor.



E assim terminou essa diferente noite fashion. O caminho até a saída foi tranqüilo, mas tive que redobrar a atenção por ter tomado um pouco mais do que devia e estar com a coordenação um pouco alterada. Mas felizmente correu tudo bem e em poucos minutos estávamos rindo diante de tanto carrão chique, e esperando o modesto 1.0 da minha amiga.



Ainda fomos comer pizza numa pizzaria badalada, e como estamos no Rio, não podíamos deixar de ver artista. Dessa vez foi a mais nova peladona da Playboy, a Juliana Alves, e a Paula Burlamaqui. Nada a comentar a respeito das duas.



E quando eu achei que a safra de eventos fashion havia acabado, no domingo fui convidada para almoçar num dos restaurantes mais caros e badalados da cidade. Tomei um banho, me arrumei de novo e lá fui eu provar muita comida diferente e gostosa e ter uma tarde divertida. Sem barulho, confusão, famosos e principalmente, sem música ruim.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Final de semana fashion – primeira parte

O último final foi marcado por eventos interessantes.

Tudo começou na 6ª feira, quando por volta das nove da noite, um dos meus primos me liga perguntando se eu tinha programa para sábado à noite. Diante do meu “não”, ele me ofereceu dos ingressos VIP’s para um evento do qual eu já tinha ouvido falar, mas que não me interessava tanto assim, além de ser extremamente caro, por volta de R$800.

Tratava-se do Oi Fashion Rocks, espetáculo que une shows a desfiles de moda, concomitantemente, e que aparentemente são grande sucesso na Europa há alguns anos. A parte dos desfiles muito me interessava, já as atrações musicais não, pois não gosto de nenhuma delas e algumas sequer sabia que existiam.

Mas achei que valeria a pena conhecer o evento, convidei uma amiga e sábado à noite estava toda arrumada, empolgada e cheirosa pra começar a noite.

Passamos na casa da minha tia para pegar os convites, e a nossa primeira reação foi de surpresa. Vimos que nossos assentos além de serem num lugar privilegiado davam direito a estacionamento gratuito no local, logicamente com manobrista

Ao chegarmos, pediram os convites e já direcionaram o carro para uma entrada em que estava escrito “Red Carpet”. Claro que já foi motivo para as duas bobonas começarem a rir.

Diria que a entrada, por incrível que pareça, foi um dos pontos altos da noite.
Ao descermos do carro, nos deparamos com um corredor obviamente com tapete vermelho e muita, muita agitação. Uma infinidade de câmeras, fotógrafos se acotovelando, muitas luzes, microfones em punho. Era ali que estava o bochicho.

Tive que me concentrar muito para não tropeçar nos fios, não esbarrar em ninguém e correr o risco de pagar um mico. Felizmente deu tudo certo e cheguei ao final do corredor sã e salva. O único probleminha foi que por causa dessa minha atenção redobrada, não consegui prestar muita atenção no que se passava em volta e só consegui ver o (lindo) marido da Daniele Winits, o Cássio Reis gravando uma reportagem. Só no dia seguinte descobri que ele era o entrevistador, e não o entrevistado.

Ao sair do corredor chegamos num terreno enorme, no qual tinham diversas entradas para os diversos setores, e logo vi o Paulo Borges, sujeito totalmente in no circuito da moda, mas que não era alguém que me causasse algum tipo de frisson.

Como estávamos em cima da hora e o convite dizia que o espetáculo começaria IMPRETERIVELMENTE (em maiúscula por minha conta) às 21h, nos dirigimos aos nossos lugares.

No longo e sinuoso caminho não vimos mais ninguém ou nada interessante, a não ser meninas esquálidas e com roupas de gosto duvidoso e organizadores eufóricos.

Nosso lugar era num camarote, confortável e com ótima vista para o palco, e no qual cabiam ao todo umas 12 pessoas, felizmente todas bem comportadas.

Ao sentar me surpreendi com uma bandeja cheia de bebidas, desde água a espumante num grande balde de gelo. Não seria a primeira a me aventurar nesse oásis, até mesmo porque como não sou costumaz frequentadora deste tipo de evento, não sabia o que a etiqueta diz sobre como agir. Portanto esperei que alguém tomasse a iniciativa e só aí me servi.

Foi uma decepção quando a garrafa acabou e ouvi alguém atrás de mim conversando com o garçom, que disse que aquela seria a única disponível (pouco, se considerarmos que as 12 pessoas beberiam). Mas ok, estava no lucro mesmo assim, e ainda havia uma garrafa de vodka, água, energético e refrigerante. Com sede eu não ficaria.

Eis que aconteceu algo interessante, chegou mais uma garrafa e nos demos conta de que ela estava liberada, não havia sido comprada por ninguém. E assim continuou a noite, garrafas sendo substituídas com certa freqüência, o que fez a alegria de grande parte dos presentes.

Ficamos conversando, bebendo, observando as pessoas durante 1 hora e 40 minutos, o que nos frustou um pouco, por termos entrado correndo e não conseguirmos nos divertir mais no tapete vermelho. Tudo por causa da palavra “impreterivelmente” grafada no convite, que nos fez entrar correndo. Mas não reclamei, foi divertido, vimos mais alguns poucos famosos – o Toni Garrido que já havia visto umas semanas trás conforme contei aqui e a apresentadora Glenda Koslowski, linda por sinal. Ok, não vi o prefeito e governador, tampouco o tudo de bom Oskar Metsavaht (estilista e dono da Osklen), mas estava me divertindo tanto que nem me incomodei.

Manifestações vindas do backstage animam a galera, já ansiosa depois de tanta espera. Finalmente, com quase duas horas de atraso, o espetáculo começa.

E no próximo post vou contar como foi, o que eu achei e como terminou a noite. Assim como o evento do dia seguinte, afinal como diz o título, não foi só no sábado que teve acontecimento fashion.

sábado, 24 de outubro de 2009

Lista musical

Como a minha vida por aqui já está estabelecida e nada de muito novo ou diferente tem acontecido, vou começar a mudar o foco dos assuntos do blog para não condená-lo ao ostracismo.


Achei uma listinha simpática navegando por aí, e como se tratava de música, resolvi brincar também. O fato adorar fazer listas contribuiu para essa estar aqui.


Logicamente foi difícil escolher só três músicas em cada categoria, então coloquei as primeiras que me vieram à cabeça. Muitas mereciam estar aqui, mas resolvi trabalhar o sério problema que tenho na hora de fazer escolhas e saiu o que vão ver abaixo.


Aproveito pra fazer uma confissão light. Na lista que achei era só uma música, mas não me contive e resolvi colocar três. Isso é legal para que aqueles que ainda não conhecem meu gosto musical, passem a conhecer.


Divirtam-se, surpreendam-se, critiquem, riam de mim e façam suas listas se quiserem.


1 - Três músicas que lembrem sua infância:
Balão Mágico - Superfantástico
Trem da Alegria - He-man
Vinícius de Moraes- O Pato (mas cantada não sei por quem)


2- Três músicas que lembrem sua adolescência:
New Order - True faith
George Michael - Faith
Pet Shop Boys - Always on my mind


3- Três músicas para ouvir em uma noite chuvosa:
Sinatra - Fly me to the moon
REM - Imitation of life
Radiohead - There there


4- Três músicas que lembrem seus amigos:
Depeche Mode- Never let me down again
Stop - Erasure
Skid Row - Wasted time


5- Três músicas que seus pais gostam e você também:
Qualquer uma do Sinatra
Qualquer uma dos Beatles
Garth Brooks - Standing outsider the fire


6- Três músicas que te lembrem uma paixão (não necessariamente a mesma):
Helloween - Forever and one
Led Zepellin - Kashmir
Foo Fighters - Everlong


7- Três músicas para tocar em uma manhã ensolarada:
Franz Ferdinand - This fire
Pulp - Common People
Placebo - Every you, every me


8- Três músicas que te entristecem:
Alice in Chains - Down in a hole
Maria Bethania - Grito de Alerta
Boomtown Rats - I Don’t like mondays


9- Três músicas bregas, que você assume que gosta:
Chitãozinho & Xororó com a Fafá de Belém - Nuvem de lágrimas
Rosana - O amor e o poder
Mc Marcinho (?) - Se ela dança eu danço


10- Três músicas para ouvir em um carro conversível na estrada:
Ramones - Psycho Therapy
Stratovarius - Phoenix
AC/DC - Thunderstruck


11- Três músicas que te empolgam:
Iron Maiden - Be quick or be dead
Metallica - Whisky in the jar
Cure - Friday I'm in love


12 - Três músicas para beijar ou para ouvir em momentos íntimos:

Depeche Mode - In your room/ One caress/ Stripped
Nine Inch Nais - Closer
Led Zepellin - Since I’ve been loving you


13 - Três músicas que tenham uma versão bem diferente da original e que você curta
Gamma Ray - It´s a sin
Demons and wizards - Immigrant song
Can’t get you out of my head da Kylie Minogue, numa versão gótica que ouvi UMA vez numa balada em Barcelona,. Nunca esqueci dessa música, venho tentando baixar há anos e não faço idéia de quem canta, o que dificulta bastante o processo.


14 - Três músicas que conheceu recentemente e curtiu
Gossip - Heavy Cross
Primal Scream - Get Duffy
Julian Casablancas - 11th dimension


15 - Três músicas que você não suporta
Whitney Houston - I Will always Love you
Celine Don - Aquela chatíssima do Titanic
Mariah Carey - Todas