Depois de um mês sem dar as caras por aqui, consegui reaparecer. Tenho vários motivos para ter sumido. O mês de janeiro foi corrido, cheio de surpresas e acontecimentos interessantes.
Posso dizer que o ano começou muito bem, pois passei o réveillon com meus primos que por força do destino, eu só vejo uma vez por ano, durante poucos dias. Sem falar no meu afilhado fofo que em breve vai me obrigar a reaprender francês para poder me comunicar com ele. Para quem não sabe, ele é filho de uma prima minha, e estão morando na França há alguns anos.
Infelizmente no dia seguinte, tivemos que deixá-los no aeroporto, e logicamente foi um momento triste. Mas para compensar essa tristeza, poucos dias depois a minha irmã veio novamente ao Rio me visitar. Como sempre, os dias ao lado dela são divertidos, especiais e inesquecíveis. E obviamente de muito chororô quando ela vai embora. Não consigo evitar, é mais forte do que eu, a casa fica vazia, silenciosa e sinto uma falta monstro dela. Mas em poucos dias a vida vai voltando ao normal e fica tudo bem.
Durante esses dias em que ela esteve aqui, já estava correndo atrás de um sonho que felizmente se concretizou e ela pôde estar comigo pra compartilhar desse momento. Sou a feliz proprietária de um imóvel, e em breve vou me livrar do aluguel. E o que é o máximo, continuar a morar perto do trabalho.
Outro acontecimento divertido do mês foi algo bastante inusitado. Uma amiga mandou um recado no Twitter perguntando se alguém conhecia mulheres que não querem casar e ter filhos. Lógico que me manifestei na mesma hora, afinal sou decididamente uma representante desse grupo. Depois de uma troca de e-mails, topei dar um depoimento sobre o assunto, e ainda recebi em casa um fotógrafo que tirou fotos minhas como se eu fosse uma estrela de Caras. Foi divertidíssimo. E o resultado disso, pode ser visto aqui (vale dizer que o último depoimento é de uma querida amiga minha).
Esse já seriam motivos suficientes para me deixar mais do que feliz, mas eu queria mais!
Quem me conhece sabe que além de gostar muito de música, sou uma frequentadora assídua de shows. Até já fui mais, mas hoje o preço exorbitante dos ingressos e a vida de mulher independente me impedem de ser a rockeira que outrora fui. Mas Metallica em São Paulo, ao lado da minha irmã (que já estava com o ingresso dela em mãos), era algo muito significativo. Foi por causa dela e de Metallica que eu comecei a ouvir heavy metal, quase 20 anos atrás. Até já tínhamos ido juntas a um show deles 11 anos atrás, mas que foi um fiasco, e sabendo que esse não seria, cogitamos a possibilidade de irmos novamente.
Apenas três dias antes, sem ingresso ou passagens na mão, decidimos ir. E ainda havia um detalhe interessante. Nesse mesmo dia, minha mãe me disse que a família comemoraria a conquista do meu apartamento no final de semana, mesmo sem a minha presença. Eu tinha então, dois ótimos motivos para ir a São Paulo.
Dito e feito. Comprei ingresso, passagens e sábado no meio da tarde estava na rodoviária, torcendo para que nenhum dos meus parentes dissesse aos meus pais que estava indo, pois a ideia era fazer surpresa no almoço de domingo, quando abririam uma garrafa de champanhe durante a comemoração.
Meu cunhado foi quem bolou o esquema de como fazer a surpresa. No que estavam abrindo a garrafa, minha irmã me ligou e fingia que estava conversando comigo. Eu que estava na portaria subi, abri a porta de casa e entrei lá tremendo, numa mistura de alegria, saudade e emoção. Foi impagável a cara de espanto dos meus pais. Apesar de ser um momento que (infelizmente) dura poucos segundos, ficará guardado na minha memória por um bom tempo. Finalmente abrimos a champanhe, conversamos e fomos para um almoço delicioso. Durou pouco meu encontro com eles, mas valeu cada minuto, principalmente pelo fator surpresa. Quem dera poder fazer isso com alguma frequência.
Depois de um bom descanso na casa da minha irmã, rumamos para o show, felizmente bem perto da casa dela. Tirando pequenos imprevistos na entrada, finalmente conseguimos chegar lá dentro a tempo. O show foi ótimo, mas ficou aquém das minhas expectativas, o que decididamente não foi unanimidade. Só vi pessoas falando bem, e elas estão certas, eu é que estava esperando muito e me decepcionei. Mas ainda assim, foi maravilhoso ter ido e curtido esse momento ao lado da minha irmã. Posso dizer que o mês terminou com chave de ouro.
E eis que chega o mês mais divertido do ano. Quem me conhece, sabe que estou falando isso não por causa do carnaval, data que abomino, mas por causa do meu aniversário, data que adoro.
Esse ano, depois de muito tempo, a comemoração vai ser atípica, já que estou aqui no Rio, onde, por incrível que pareça, tenho muitos parentes mas poucos amigos. Motivo pelo qual resolvi fazer algo no próprio dia, uma 5a feira, e não num sábado, como de praxe. Até mesmo porque, o sábado seguinte ao meu aniversário, já é carnaval. E, além disso, não vai acontecer o tradicional jantar com meus pais, irmã e cunhado, por motivos óbvios.
Ao contrário dos últimos anos, também não vai ter aquela expectativa monstro pra saber quem vai aparecer ou não na comemoração, além de não ficar aflita pensando se aquele sujeito que faz meu coração bater mais forte, vai dar as caras ou não. Também não terei que ficar me preocupando em reservar um lugar grande e onde tenham comandas individuais, além de não ter muitos motivos para me preocupar com a conta no final da noite. Acho que tem tudo pra ser uma noite divertida.
No final das contas, acho que tudo isso justifica meu sumiço. E pelo andar da carruagem, talvez passe mais um mês sem escrever nada, mas com certeza volto pra contar em que pé está a questão reforma/mudança.
Mostrando postagens com marcador surpresa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador surpresa. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
terça-feira, 14 de julho de 2009
18 anos, 4 meses e 12 dias
Este foi tempo que durou minha permanência em São Paulo. Por uma questão de pouquíssimos meses, ganha do tempo em que vivi no Rio na 1ª fase, 18 anos e 4 dias. Inclusive minha história, assim como a do mundo, agora se divide em fases, ou seja, Rio Fase 1, São Paulo e - há exatamente 2 semanas – Rio fase 2 !
Logicamente minha nova vida tem sido bem diferente da que levava em São Paulo, principalmente nos últimos dois anos e meio, quando fui morar sozinha. Estou tendo que me readaptar à convivência em família, que felizmente está sendo mais fácil do que imaginei.
Apesar de praticamente me sentir em casa, de estar sendo muitíssimo bem tratada e até um pouco mimada (minha tia madrinha fez questão de saber como é meu café da manhã pra comprar tudo igualzinho), não posso negar que estou sentindo falta dos meus gatos, da dupla computador/internet, das minhas roupas e bijuterias, das minhas manias, dos meus perfumes, de poder trocar de canal durante um programa chato, da minha cama de casal, de um sono silencioso (a rua onde estou é bem barulhenta, assim como o ronco da vovó ao meu lado) e de diversos detalhes que não chegam a incomodar, mas nos quais venho pensando com mais intensidade a cada dia. Me desacostumei, por exemplo, a ligar pra avisar a alguém que vou chegar mais tarde, algo que tive que acabar de fazer, pra não deixar todo mundo de cabelo em pé se às 7 da noite eu ainda não estiver em casa.
Já disse que sinto falta do meu computador, mas ao mesmo tempo, constatei que ficar menos horas do dia sem o dito cujo e consequentemente sem Internet, me leva a ler mais, a dormir mais cedo, a não ter vontade de ficar em casa e acabar indo andar na praia.
Em compensação, uma série de outras coisas está sendo interessante (re)descobrir. Não sei dizer se é algo de que nunca me dei conta ou se a minha nova condição de moradora da cidade me fez perceber, mas me impressionou o fato das pessoas aqui te julgarem menos, de um modo geral. Não sei se é a “vibe” da cidade que deixa as pessoas mais simpáticas e menos sisudas do que em São Paulo e, portanto, mais abertas, mas é evidente a postura mais light dos cariocas em comparação à postura do paulista.
Pude também relembrar de probleminhas que só a convivência em família permite contornar, como solicitar que o homem da casa abra aquele pote impossível, que troquem aquela lâmpada queimada lá no alto ou poder pedir emprestado a alguém da casa, aqueles centavos trocados para o ônibus da manhã.
Por falar em ônibus, esse é um assunto que continua sendo um mistério pra mim nessa cidade. Ninguém ainda conseguiu me explicar o motivo de haver mais de um valor para a passagem. Algumas custam R$ 2,20 (no post passado, erroneamente comentei que o preço normal da passagem é R$ 2,10), mas já peguei algumas vezes, ônibus cuja passagem é R$ 2,35. Sim, claro que poderia ter tirado a dúvida com o (a) trocador (a), mas só lembro disso quando estou escrevendo meu texto, nunca quando estou na catraca.
Pontos de ônibus são um caso à parte, algo que até alguns cariocas já me disseram. Nunca se sabe se naquele ponto, determinada linha para ou não. Mesmo que não pare, se você estiver lá por engano, e o motorista de bom humor, é bem provável que ele resolva ser legal e te deixe entrar. Porém, o que não dá pra entender é quando você está no ponto, sabe que o ônibus para ali, mas ele simplesmente passa lá do outro lado da rua e te deixa com cara de boba. Pensando bem, isso não acontece no Rio, mas aqui vejo isso com muita freqüência. Só vivenciando o dia-a-dia da cidade para aprender essa curiosa dinâmica. É inexplicável também como as linhas que pego para vir trabalhar, são incrivelmente vazias. Posso escolher onde sentar, mesmo no horário do rush, algo impraticável em São Paulo. Sem falar que os trajetos que faço por aqui, podem não ser pela praia, mas me permitem ver o Cristo, o céu quase sempre azul e eventualmente a Lagoa durante o pôr do sol. Cena esta que uns 3 dias atrás me fez derrubar minhas primeiras lágrimas depois da minha vinda. Um misto de melancolia, saudade de São Paulo e nostalgia proporcionada pela música que tocava no meu MP3, totalmente 80´s.
Estou sentindo muitas saudades da minha família, apesar de falar com todos frequentemente. Não é como estar junto, mas alivia um pouco a dor. Apesar dos pesares, estou muito feliz com a minha escolha. Penso muito no crescimento que essa mudança tem me trazido (e com certeza ainda trará) e tenho a sensação de que fiz a melhor escolha que poderia ter feito diante da situação em que me encontrava. Felizmente, até o momento, não bateu arrependimento, e só temo que isso aconteça no vindouro calor senegalês que se aproxima, mas isso se torna pequeno quando penso em desemprego, instabilidade ou problemas desse nível que teriam me atingido caso não tivesse encarado esta mudança.
Ainda é cedo para fazer grandes avaliações, mas ouso dizer que por enquanto estou feliz com a vida que estou levando. O Rio é uma cidade linda, calorosa (e calorenta também), familiar e mesmo assim, cheia de surpresas e situações agradáveis e curiosas. Quase impossível não gostar. Onde mais eu poderia ver em tão pouco espaço de tempo, famosos tão distintos quanto Daniele Winits, Tonico Pereira, José Dirceu e outras várias sub-celebridades?
Tem coisas que só o Rio faz por mim, e a verdade é que eu ainda estou naquela fase de namoro com a cidade, com o emprego, e em breve espero estar também me sentindo assim em relação à minha casa, cuja incessante busca, começa dentro de meia hora!
E isso com certeza dará assunto pra um próximo texto. É voltar aqui pra ver!
Logicamente minha nova vida tem sido bem diferente da que levava em São Paulo, principalmente nos últimos dois anos e meio, quando fui morar sozinha. Estou tendo que me readaptar à convivência em família, que felizmente está sendo mais fácil do que imaginei.
Apesar de praticamente me sentir em casa, de estar sendo muitíssimo bem tratada e até um pouco mimada (minha tia madrinha fez questão de saber como é meu café da manhã pra comprar tudo igualzinho), não posso negar que estou sentindo falta dos meus gatos, da dupla computador/internet, das minhas roupas e bijuterias, das minhas manias, dos meus perfumes, de poder trocar de canal durante um programa chato, da minha cama de casal, de um sono silencioso (a rua onde estou é bem barulhenta, assim como o ronco da vovó ao meu lado) e de diversos detalhes que não chegam a incomodar, mas nos quais venho pensando com mais intensidade a cada dia. Me desacostumei, por exemplo, a ligar pra avisar a alguém que vou chegar mais tarde, algo que tive que acabar de fazer, pra não deixar todo mundo de cabelo em pé se às 7 da noite eu ainda não estiver em casa.
Já disse que sinto falta do meu computador, mas ao mesmo tempo, constatei que ficar menos horas do dia sem o dito cujo e consequentemente sem Internet, me leva a ler mais, a dormir mais cedo, a não ter vontade de ficar em casa e acabar indo andar na praia.
Em compensação, uma série de outras coisas está sendo interessante (re)descobrir. Não sei dizer se é algo de que nunca me dei conta ou se a minha nova condição de moradora da cidade me fez perceber, mas me impressionou o fato das pessoas aqui te julgarem menos, de um modo geral. Não sei se é a “vibe” da cidade que deixa as pessoas mais simpáticas e menos sisudas do que em São Paulo e, portanto, mais abertas, mas é evidente a postura mais light dos cariocas em comparação à postura do paulista.
Pude também relembrar de probleminhas que só a convivência em família permite contornar, como solicitar que o homem da casa abra aquele pote impossível, que troquem aquela lâmpada queimada lá no alto ou poder pedir emprestado a alguém da casa, aqueles centavos trocados para o ônibus da manhã.
Por falar em ônibus, esse é um assunto que continua sendo um mistério pra mim nessa cidade. Ninguém ainda conseguiu me explicar o motivo de haver mais de um valor para a passagem. Algumas custam R$ 2,20 (no post passado, erroneamente comentei que o preço normal da passagem é R$ 2,10), mas já peguei algumas vezes, ônibus cuja passagem é R$ 2,35. Sim, claro que poderia ter tirado a dúvida com o (a) trocador (a), mas só lembro disso quando estou escrevendo meu texto, nunca quando estou na catraca.
Pontos de ônibus são um caso à parte, algo que até alguns cariocas já me disseram. Nunca se sabe se naquele ponto, determinada linha para ou não. Mesmo que não pare, se você estiver lá por engano, e o motorista de bom humor, é bem provável que ele resolva ser legal e te deixe entrar. Porém, o que não dá pra entender é quando você está no ponto, sabe que o ônibus para ali, mas ele simplesmente passa lá do outro lado da rua e te deixa com cara de boba. Pensando bem, isso não acontece no Rio, mas aqui vejo isso com muita freqüência. Só vivenciando o dia-a-dia da cidade para aprender essa curiosa dinâmica. É inexplicável também como as linhas que pego para vir trabalhar, são incrivelmente vazias. Posso escolher onde sentar, mesmo no horário do rush, algo impraticável em São Paulo. Sem falar que os trajetos que faço por aqui, podem não ser pela praia, mas me permitem ver o Cristo, o céu quase sempre azul e eventualmente a Lagoa durante o pôr do sol. Cena esta que uns 3 dias atrás me fez derrubar minhas primeiras lágrimas depois da minha vinda. Um misto de melancolia, saudade de São Paulo e nostalgia proporcionada pela música que tocava no meu MP3, totalmente 80´s.
Estou sentindo muitas saudades da minha família, apesar de falar com todos frequentemente. Não é como estar junto, mas alivia um pouco a dor. Apesar dos pesares, estou muito feliz com a minha escolha. Penso muito no crescimento que essa mudança tem me trazido (e com certeza ainda trará) e tenho a sensação de que fiz a melhor escolha que poderia ter feito diante da situação em que me encontrava. Felizmente, até o momento, não bateu arrependimento, e só temo que isso aconteça no vindouro calor senegalês que se aproxima, mas isso se torna pequeno quando penso em desemprego, instabilidade ou problemas desse nível que teriam me atingido caso não tivesse encarado esta mudança.
Ainda é cedo para fazer grandes avaliações, mas ouso dizer que por enquanto estou feliz com a vida que estou levando. O Rio é uma cidade linda, calorosa (e calorenta também), familiar e mesmo assim, cheia de surpresas e situações agradáveis e curiosas. Quase impossível não gostar. Onde mais eu poderia ver em tão pouco espaço de tempo, famosos tão distintos quanto Daniele Winits, Tonico Pereira, José Dirceu e outras várias sub-celebridades?
Tem coisas que só o Rio faz por mim, e a verdade é que eu ainda estou naquela fase de namoro com a cidade, com o emprego, e em breve espero estar também me sentindo assim em relação à minha casa, cuja incessante busca, começa dentro de meia hora!
E isso com certeza dará assunto pra um próximo texto. É voltar aqui pra ver!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O início, finalmente !
Estava super ansiosa para que esse dia chegasse. Na noite anterior, mal dormi, pensando em como tudo seria, o que é inevitável numa situação como essa. Eis que amanhece e eu acordo cedo e cheia de disposição, algo que há muito tempo não sentia logo pela manhã. Pudera, casa (quase) nova, emprego (quase) novo, mês novo, vida nova ! Acho que não poderia ser diferente..
O primeiro dia de trabalho, logicamente, foi cheio de novidades, a maioria delas, bastante agradável. A única ruim foi ter descoberto que o sujeito bacana que seria meu chefe, havia mudado de área poucos dias antes da minha chegada. Foi com essa pequena bomba que comecei minha nova fase da vida. Felizmente o impacto da notícia foi superado rapidamente, e ainda nesse primeiro dia tive inúmeras surpresas.
Em São Paulo, há quase 10 anos estava acostumada a almoçar com as galinhas, ou seja, as 11:30 da manhã (veja bem a gravidade, ainda é manhã, horário de café... da manhã !). Vi que estava chegando perto do horário e não houve absolutamente nenhuma manifestação sobre almoço ou fome. Quando já passava de 12:30, e meu estômago já numa sinfonia de roncos, não pude mais resistir.
Como ninguém me convidou, tive que ir sozinha mesmo. Tinha resolvido me jogar na rua, onde não faltam restaurantes, e escolher um dos que me foram recomendados. Mas dei sorte e, ao entrar no elevador, tive outra surpresa. Encontrei um sujeito que já conhecia, mas do qual não me lembrei de imediato, e que acabou sendo uma a companhia para aquele primeiro almoço. Como ele também já havia trabalhado com meu pai mais de 20 anos atrás, foi interessante ouvir algumas das histórias daquela época e receber o apoio de uma pessoa conhecida.
Vale dizer aos que não sabem, que trabalho na mesma empresa onde meu pai fez carreira, onde começou há quase 30 anos e portanto onde há bastante gente daquela época que o conhece e que conviveu comigo desde que eu era uma criancinha de 3 ou 4 anos.
Foi também o momento de ver, por acaso, algumas pessoas que trabalharam em São Paulo comigo e por diversos motivos, hoje também estão no Rio. Um deles foi o sujeito que até poucas semanas atrás era meu chefe e quem me deu uma força para me transferir pro Rio. Claro que fui lá falar com ele, mas por estar ocupado, não pôde conversar comigo por mais do que 30 segundos.
Dei muita sorte e já pude perceber que mesmo ninguém tendo me chamado para o almoço, trabalho com pessoas simpáticas e solícitas. Fui muito bem recebida e me senti a vontade, logo de cara.
Ao contrário do que vivenciei em São Paulo nos últimos 5 anos, trabalho numa sala com mais 6 pessoas, e estou adorando isso. Aqui ninguém reclama do meu teclado, sou só mais uma. E na realidade ainda nem sei se to achando isso bom ou ruim, é apenas uma constatação. O tempo há de me responder isso.
Descobri que a filha de uma das pessoas que trabalha comigo é minha xará, o que me faz ouvir meu lindo nome com mais freqüência. Soube também que um senhor, mais um dos conhecidos do meu pai há anos, fuma na sala, ao meu lado. Foi algo que me incomodou um pouco sim, mas para ser educada e não dar uma de anti-social no primeiro dia, fingi que não estava nem aí. Mas eu hei de me acostumar.
No meio da tarde já tinha computador, acesso a Internet, material de escritório e telefone com meu novo ramal O resto do dia transcorreu bem, sem absolutamente nenhum trabalho, o que até então mal incomodou, afinal não dá para exigir muito no primeiro dia, principalmente com a empresa passando por mudanças radicais e minha chefe indo viajar no dia seguinte.
Ao ir embora estava prestes a enfrentar um dos meus maiores medinhos. Pegar ônibus. No Rio, porque em São Paulo era rotina para mim, mas aqui quase nunca fiz isso e a insegurança tomou conta de mim. Por sorte, pessoas legais me deram indicações, dicas e como eu conheço bem a cidade, posso dizer que não foi nenhum tormento, muito pelo contrário. O ônibus que pego, vai super vazio, e como eu desço relativamente perto do ponto final, quase ninguém entra no dito cujo, só sai. O dado curioso fica por conta de algo que não sabia que existia, ar-condicionado em alguns dos veículos. Claro que por isso paga-se um preço, R$ 0,40 a mais na passagem. Como o valor normal é R$ 2,10, já aprendi a sempre sair com R$ 2,50 no bolso, e durante esses dias de clima ameno, torcer para pegar o mais barato. Mas como Murphy é amigo do peito, até hoje só peguei ônibus fesquinhos, algo realmente desnecessário durante o inverno. Mesmo que no carioca.
Felizmente soube onde descer, andei bem pouco para chegar em casa, e para relaxar depois de um dia tão cheio de novidades, só me restou mudar de roupa e ir ver o sol se pôr na praia e renovar as energias pro dia seguinte.
O primeiro dia de trabalho, logicamente, foi cheio de novidades, a maioria delas, bastante agradável. A única ruim foi ter descoberto que o sujeito bacana que seria meu chefe, havia mudado de área poucos dias antes da minha chegada. Foi com essa pequena bomba que comecei minha nova fase da vida. Felizmente o impacto da notícia foi superado rapidamente, e ainda nesse primeiro dia tive inúmeras surpresas.
Em São Paulo, há quase 10 anos estava acostumada a almoçar com as galinhas, ou seja, as 11:30 da manhã (veja bem a gravidade, ainda é manhã, horário de café... da manhã !). Vi que estava chegando perto do horário e não houve absolutamente nenhuma manifestação sobre almoço ou fome. Quando já passava de 12:30, e meu estômago já numa sinfonia de roncos, não pude mais resistir.
Como ninguém me convidou, tive que ir sozinha mesmo. Tinha resolvido me jogar na rua, onde não faltam restaurantes, e escolher um dos que me foram recomendados. Mas dei sorte e, ao entrar no elevador, tive outra surpresa. Encontrei um sujeito que já conhecia, mas do qual não me lembrei de imediato, e que acabou sendo uma a companhia para aquele primeiro almoço. Como ele também já havia trabalhado com meu pai mais de 20 anos atrás, foi interessante ouvir algumas das histórias daquela época e receber o apoio de uma pessoa conhecida.
Vale dizer aos que não sabem, que trabalho na mesma empresa onde meu pai fez carreira, onde começou há quase 30 anos e portanto onde há bastante gente daquela época que o conhece e que conviveu comigo desde que eu era uma criancinha de 3 ou 4 anos.
Foi também o momento de ver, por acaso, algumas pessoas que trabalharam em São Paulo comigo e por diversos motivos, hoje também estão no Rio. Um deles foi o sujeito que até poucas semanas atrás era meu chefe e quem me deu uma força para me transferir pro Rio. Claro que fui lá falar com ele, mas por estar ocupado, não pôde conversar comigo por mais do que 30 segundos.
Dei muita sorte e já pude perceber que mesmo ninguém tendo me chamado para o almoço, trabalho com pessoas simpáticas e solícitas. Fui muito bem recebida e me senti a vontade, logo de cara.
Ao contrário do que vivenciei em São Paulo nos últimos 5 anos, trabalho numa sala com mais 6 pessoas, e estou adorando isso. Aqui ninguém reclama do meu teclado, sou só mais uma. E na realidade ainda nem sei se to achando isso bom ou ruim, é apenas uma constatação. O tempo há de me responder isso.
Descobri que a filha de uma das pessoas que trabalha comigo é minha xará, o que me faz ouvir meu lindo nome com mais freqüência. Soube também que um senhor, mais um dos conhecidos do meu pai há anos, fuma na sala, ao meu lado. Foi algo que me incomodou um pouco sim, mas para ser educada e não dar uma de anti-social no primeiro dia, fingi que não estava nem aí. Mas eu hei de me acostumar.
No meio da tarde já tinha computador, acesso a Internet, material de escritório e telefone com meu novo ramal O resto do dia transcorreu bem, sem absolutamente nenhum trabalho, o que até então mal incomodou, afinal não dá para exigir muito no primeiro dia, principalmente com a empresa passando por mudanças radicais e minha chefe indo viajar no dia seguinte.
Ao ir embora estava prestes a enfrentar um dos meus maiores medinhos. Pegar ônibus. No Rio, porque em São Paulo era rotina para mim, mas aqui quase nunca fiz isso e a insegurança tomou conta de mim. Por sorte, pessoas legais me deram indicações, dicas e como eu conheço bem a cidade, posso dizer que não foi nenhum tormento, muito pelo contrário. O ônibus que pego, vai super vazio, e como eu desço relativamente perto do ponto final, quase ninguém entra no dito cujo, só sai. O dado curioso fica por conta de algo que não sabia que existia, ar-condicionado em alguns dos veículos. Claro que por isso paga-se um preço, R$ 0,40 a mais na passagem. Como o valor normal é R$ 2,10, já aprendi a sempre sair com R$ 2,50 no bolso, e durante esses dias de clima ameno, torcer para pegar o mais barato. Mas como Murphy é amigo do peito, até hoje só peguei ônibus fesquinhos, algo realmente desnecessário durante o inverno. Mesmo que no carioca.
Felizmente soube onde descer, andei bem pouco para chegar em casa, e para relaxar depois de um dia tão cheio de novidades, só me restou mudar de roupa e ir ver o sol se pôr na praia e renovar as energias pro dia seguinte.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Os preparativos
Faz quase duas semanas que não estou mais trabalhando, pois fui dispensada para poder cuidar da minha vida. Ainda bem, porque comecei a me dar conta de que não é nada simples fazer uma mudança dessa proporção.
Não tenho nenhuma experiência no assunto, é a primeira vez que mudo de estado, SOZINHA, e isso é deveras assustador. A minha primeira mudança grande, do Rio para São Paulo, ficou a cargo do meu pai, afinal eu era ainda uma adolescente sem grandes responsabilidades e não tinha muito com o que me preocupar. Eu cresci 18 anos, a vida mudou muito, sou dona do meu nariz, e mesmo podendo contar com pessoas queridas, a maioria das providências a serem tomadas depende exclusivamente de mim.
Felizmente várias pendências já foram resolvidas, mas algumas ainda continuam sem solução. Ainda tenho alguns armários para arrumar, preciso de uma boa dose de coragem pra jogar algumas coisas fora, há uma infinidade de e-mails para responder e fico cada vez mais tensa pois vejo o tempo se esgotando. É impressionante como a cada dia, a cada conversa eu lembro de algum assunto que simplesmente não havia passado pela minha cabeça. Estou com medo de em cima da hora lembrar de mais algum detalhe e ser tarde demais para resolver. Não é à toa que meu celular apita a cada hora me lembrando de algo que preciso providenciar.
Como se não bastasse o pouco tempo que tenho para deixar tudo em ordem, algo que me deixa aflita, começo a pensar no que me espera nesta última semana em São Paulo. Sei que terei que me despedir de pessoas queridas, e no último sábado tive uma prévia disso, quando uma amiga comemorou o aniversário, Como temos amigos em comum, alguns já aproveitaram a ocasião pra me dar tchau. E eu já chorei. No próximo sábado, quando farei minha despedida oficial, sei que vai ser bem complicado, mas estou tentando não sofrer por antecipação, e vou me ocupando com meus afazeres pra não pensar muito no assunto.
Algo que tem sido bastante curioso, é observar as diferentes reações das pessoas diante da notícia da minha mudança. Uma ou outra me decepcionou, mas em compensação, a maioria dos meus amigos e conhecidos, me surpreendeu positivamente. Com isso acabei vendo, conversando e trocando e-mails com amigos há algum tempo sumidos, o que foi muito especial.
Cabe aqui um agradecimento mais do que especial à minha queria amiga Ana Luiza, que num gesto de amizade e generosidade, se ofereceu para resolver o problema que mais me afligia, tomar conta dos meus gatos. Isso realmente não tem preço e serei eternamente grata por essa ajuda tão importante.
E torço para que no próximo sábado, na minha última balada em São Paulo eu possa ver grande parte dos meus amigos, pra dar muita risada, relembrar momentos vividos por aqui e também chorar um pouco. Eu me conheço e sei que não vou conseguir conter a emoção em alguns momentos. Passa lá !
Não tenho nenhuma experiência no assunto, é a primeira vez que mudo de estado, SOZINHA, e isso é deveras assustador. A minha primeira mudança grande, do Rio para São Paulo, ficou a cargo do meu pai, afinal eu era ainda uma adolescente sem grandes responsabilidades e não tinha muito com o que me preocupar. Eu cresci 18 anos, a vida mudou muito, sou dona do meu nariz, e mesmo podendo contar com pessoas queridas, a maioria das providências a serem tomadas depende exclusivamente de mim.
Felizmente várias pendências já foram resolvidas, mas algumas ainda continuam sem solução. Ainda tenho alguns armários para arrumar, preciso de uma boa dose de coragem pra jogar algumas coisas fora, há uma infinidade de e-mails para responder e fico cada vez mais tensa pois vejo o tempo se esgotando. É impressionante como a cada dia, a cada conversa eu lembro de algum assunto que simplesmente não havia passado pela minha cabeça. Estou com medo de em cima da hora lembrar de mais algum detalhe e ser tarde demais para resolver. Não é à toa que meu celular apita a cada hora me lembrando de algo que preciso providenciar.
Como se não bastasse o pouco tempo que tenho para deixar tudo em ordem, algo que me deixa aflita, começo a pensar no que me espera nesta última semana em São Paulo. Sei que terei que me despedir de pessoas queridas, e no último sábado tive uma prévia disso, quando uma amiga comemorou o aniversário, Como temos amigos em comum, alguns já aproveitaram a ocasião pra me dar tchau. E eu já chorei. No próximo sábado, quando farei minha despedida oficial, sei que vai ser bem complicado, mas estou tentando não sofrer por antecipação, e vou me ocupando com meus afazeres pra não pensar muito no assunto.
Algo que tem sido bastante curioso, é observar as diferentes reações das pessoas diante da notícia da minha mudança. Uma ou outra me decepcionou, mas em compensação, a maioria dos meus amigos e conhecidos, me surpreendeu positivamente. Com isso acabei vendo, conversando e trocando e-mails com amigos há algum tempo sumidos, o que foi muito especial.
Cabe aqui um agradecimento mais do que especial à minha queria amiga Ana Luiza, que num gesto de amizade e generosidade, se ofereceu para resolver o problema que mais me afligia, tomar conta dos meus gatos. Isso realmente não tem preço e serei eternamente grata por essa ajuda tão importante.
E torço para que no próximo sábado, na minha última balada em São Paulo eu possa ver grande parte dos meus amigos, pra dar muita risada, relembrar momentos vividos por aqui e também chorar um pouco. Eu me conheço e sei que não vou conseguir conter a emoção em alguns momentos. Passa lá !
Assinar:
Postagens (Atom)
